segunda-feira, 6 de junho de 2011

Faz tempo, não sinto o que sinto agora:

vontade de escrever.


É estranho descobrir que só nessas horas estranhas

Quando carregado de angústia e despeito nas entranhas

eu sento, paro e sinto.

Converso comigo.


É triste também.

Devia fazer isso mais vezes.


Sempre me faz bem.


.

Mais uma vez, encasulado,

Por tempo indeterminado.

terça-feira, 9 de março de 2010

Infanticídio


(fecha aspas)



Quando os 10 anos tiverem Maria,

Seus olhos vão mirar o mundo.

E o tudo, repleto de mariíce,

Se guardará em cemitério profundo.


Antes de engolir o choro,

Ao retirar o pano de fundo

vai ver que é de concreto torto

Cada viga deste mundo.


De suspiro inspirado,

do susto refeita,

Olha pra frente a menina.

e cresce... e cresce... e sabe.


(abre aspas)


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Depois de longo e tenebroso inverno, to aqui pra lhes escrever.
Peco desculpas por ter deixado voces por tanto tempo sem amparo...

Mas tenho novidades... Boas novidades.
A primeira:
-To namorando. Essa mesma menina dos poemas ai embaixo.
A segunda:
-To na Solution... Depois de dois anos e meio de faculdade com um estagio meia boca no laboratorio de video da Puc e um outro na Assembleia Legislativa, finalmente alguma coisa dentro de uma agencia.

Putz! Estagiario de redacao publicitaria... Privilegio da porra!
Algumas mudancas a caminho. As mais imediatas: quando eu contar ate dez, vou ter um email novo, uma cadeira nova e um computador de trabalho novo... Um Macintosh.
De frente pra ele nessa primeira hora de “trabalho” aprendi duas coisas: o mouse so tem um botao. E o teclado, nao identifica os acentos...

Vai passa.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Devaneio


(Abre aspas:)

-Porra cara! De novo?!
-Mas achei que fosse passar com o tempo, num esperava essa resposta...
-Mas num te falô nada demais...
-Poisé cara, ocê q fica quereno lêr mais do que tá escrito!
-Fazê o que né velho...
-Poema!
-É... talvez escreva algo.
Mas dessa vez, poupo as palavras melindrosas...
-Nem sei q isso significa cara...
-Pois intão não te poupo NADA!
Vou juntá verbos com frases, falar o que me der na telha...
Talvez eu até musique isso... algum dia, quem sabe?
-Musicar o que??
-Isso que vou lhe falar!
-Pois fale!
-Calma cara! Num passa o carro nas frentes do bois!
Tenho q pensar ainda no que vou falá!
-Pois fala dela...
-É sempre ela né?
-Tu num diz que carece dos abraço dela?
-Dimais, mas num convém forçar a barra... Já disse o que eu tinha que dizer.
-Aí que tá! Ce tinha uma vida intera pra dizê aqilo tudo... quem mandô dize tudo duma vez!
Nunca comece a contar uma história pelo final. Além de acabar com a graça, confunde.
-E agora...Fazê o que né...?
-Poema! Põe pra fora esse trem que te aperta o peito! Escreve procê mesmo. Num é isso que faz quando tá tenso?
Aí cê pode até usá aqueles verbête melôso que tanto gosta...
-Q Verbete Melôso q nada! Nada de estereótipos...
-A menos que valha a pena né...

-Mas... tá ai... Vou escrever!
Mas dessa vez, algo sem rima... Um trem assim Bem cru, meio sem sentido.
Mas que mesmo assim fale do que eu quero...
Que eu pensei nela mais do que eu divia.
Que me faça sabê que eu não tenho pressa. Não muita.
Vô me escrever, um trem que fala do meu medo de me magoar por ser tão sincero.
-Hmm... Vai falar disso tudo?!
-...Divia né...
-Sem rimar né?
-De preferência.
-Já sabe como?
-Poisé... Tava matutano agora...
Cumé que cê acha mais apropriado?
-Sei lá...Prosa, crônica, verso...

-Diálogo!
Isso... Vô escrever um diálogo...
Um entre eu e mim!

(Fecha aspas)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sobre uvas-passas

Começo este texto com uma afirmação: Estou condenado a comer uva-passa no almoço de natal! Muita uva-passa... Com arroz, com salada, peru... Nem a farofa de milho com tender e cebola escapa. É hilário! Enquanto percorro o longo corredor do refeitório do tradicional almoço em família, por todos os lados observo pratos divididos em metades: uma de uva-passa catada, e a outra de almoço de comer mesmo. Isso no caso dos primos, porque os tios - responsáveis pela presença da dita cuja - se sentem na obrigação de comer sem relutância, os infindáveis pontos pretos misturados ao desjejum.

Juro que não entendo... Se misturar essa fruta com comida salgada fosse bom, a gente não tinha motivos pra comer só no natal. Afinal de contas o preço num é problema (um pacote disso custa uma mixaria) e a danada, nem trabalho num dá! Não precisa lavar, descascar, picar... se você cortar no meio, nem mastigar num precisa.

Acredito que toda uva que não sirva pra chupar, fazer vinho, suco de uva, geléia de uva ou doce de uva ... Tá condenada a murchar.



terça-feira, 26 de maio de 2009

Pertúme faltôso



(fecha aspas)

Se eu pudesse voasse,
num saltume miraculoso,
eu já tásse em seus brasses.

Se eu pudesse voasse
inda hoje eu tragasse esse cherúme,
e... Se por acaso voltasse,
trazêsse na nuca esse perfume

Se eu pudesse voasse,
esse lonjúme sem fim
num viramento instantanioso,
seria pertêza de mim.

(abre aspas)

27/05/09

sábado, 11 de abril de 2009

Poematização

(fecha aspas)


fazê o quê??
Poema!


É isso que faço pra me caber.
Acabei por descobrir que sempre ajuda
investir um tempo em me escrever.


Poematizado posso ser dor,
vírgula, prosa e rima
verso, céu e rancor


Aquilo que sei e tambmém o que acho...
Tudo o que sinto guelabaixo.



Que a dor se torne vírgula em meio esse processo.
E o rancor se acabe em seu próprio verso.


Apesar de tudo, geralmente sou saudade
Carregado de um sem fim de amor.


E me perdoe o enfermeiro lápis,
É que o papel é meu primeiro doutor



(abre aspas)




13/04/09

domingo, 5 de abril de 2009

Quase nada!


Hoje, voltei pra BH escutando Zeca Baleiro. O memo Zeca que passou do Zé Cabalero da minha infanto-juventude pra Zeca (baleiro). Ele sempre foi pra mim, daqueles músicos que se deve respeito e reconhecimento, mas nunca ocupou 3 Megabites na minha pasta de músicas... Hoje me impressionei.
Mais uma dessas viajens findessemanais que me acompanham já há mais de dois anos, por num abrir mão por quase nada de tá na cidade do divino, nesses dois diazinhos de folga. E mais uma vez, no carro dos ôtros!
Final do primeiro tempo. 1 a 0 pro Cruzeiro. "Lelis, escolhe um CD pra gente.." e eu: "Escolhe!" (tenho mania de responder na 3ª pessoa... Sempre rende assunto) "Ói só... Zeca Baleiro... qual desses dois é melhor?" "Qualqué um!". Escolhi o da capa mais bonita.
Resolvi prestar atenção nas letras.
1ª musica termina. Interessante.
2ª... Também

O fato é que, chegano em casa, resolvi procurar alguma coisa
dele na internet pra escutar. Um título me chamou a atenção:
"Quase Nada". (Chamou a atenção por que já terminei um
poema desse jeito)
A melodia, era mais ou menos. Mas a letra... Me acertou a nuca!


Descobri do jeito difícil que ser sincero com minhas próprias
palavras, é ser sincero dimais.

Pois então Zeca.. se me permite:

(fecha aspas)

De você sei quase nada,
Só sei que desse caminho que eu trilho
Sem saber se devo ir ou voltar,
cê é um atalho que eu sigo
Que leva pra um lugar que eu quero chegar!
(abre apas)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Infanciêz

(fecha aspas)
Queria eu poder infanciar mais uma vez...
Sabedoria nenhuma pagaria minha inocenciêz!

Enxergaria as mil cores dum ipê branco
E veria o mundo na gota d'água mais uma vez!

Chamaria por nomes sem maiúsculas
sem temer tão completa insensatez.

Faria mil poemas sem rimas pra declamar com os olhos,
E me permitiria chorar de quando em vez

Quem sabe, deitado ao relento numa tarde desnumerada,
sem me dar conta de minha ingênua despreocupêz,

descobriria o mistério do mundo olhando pro céu:
Tudo que agente precisa, é voltar a acreditar em barcos de papel...

(abre aspas)

02/04/09

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O mundo inteiro num quase nada




(fecha aspas)

Num simples sorriso de terça-feira
cê me dá por inteiro o mundo 
e me intrega duma vez, 
mesmo que só por um segundo
uma vida, um ano, uma tarde inteira

me faz acreditar em barcos de papel
desses que carregam sonhos
de noites dormidas na rede

e me faz criar um cordel
que trate da minha infância
pra eu talhar por inteiro na minha parede

Cada sorriso, desses que nem vejo
sorridos em tardes de terça-feira,
o mundo inteiro num quase nada...
exatamente o que eu precisava.

(abre aspas)

20/02/09

terça-feira, 31 de março de 2009

Arrependimento mata

(fecha aspas)

Arrependimento mata...
Um eu que não me serve.
Massacra distorce e marca,
de a razão entrá em greve.
A gente é tinta papel e pena,
por momento não tão breve.

Arrependimento mata...
de dor dessas doídas
Que é pra gente aprender
Do jeito que oferece a vida
A num desejar nunca num ter
uma tarde arrependida

Arrependimento mata...
E que a gente deixe morrer.
Arrependimento mata,
Pra gente poder nascer.

(abre aspas)

31/03/09

segunda-feira, 30 de março de 2009

Oi, abre aspas que eu quero falar!


"


desde que me entendo por gente, tenho um defeito efeituoso...

gosto de prusiá variando termos, que criem ao menos dois intendimento,

acredito que quando da palavra se escapa o controle, é que a palavra palavria!



Pra mim, frase custosa tem um efeito curioso...

Tem mais utilidade que um pré escrito pronunciamento,

falo do que me alembro, e intendo o que desconhecia!



Pois então, se eu falar, seja em tom sério ou choroso...

Que saia de mim pela metade, e encontre um punhado de completamento,

pois é nas cabeças dispostas, que o verbo verborragia!



"


30/03/09

domingo, 29 de março de 2009

Encasulamento


(fecha aspas)

Encasulamento

Se há um minuto eu era verbo,
agora calo.

Encasulado
processo o que disse e o que me foi dito.
Tentando me entender

Enclausurado
por minha própria vontade,
nesse mundo de girassóis verdes e azuis.

Mas ainda volto.
Sem pressa...
Maturado.
Deglutido e regurgitado!

Que isso me sirva de lição.
Pra eu poder crescer,
E que dessa vez eu finalmente me sirva!

...

Enclausurado, Maturando Encasulado...
Por tempo indeterminado.

(abre aspas)


29/03/09

Abreaspecência


(fecha aspas)

em fim, um blog.
confesso, que nunca acompanhei um... 
e não pretendo seguir um padrão.
minha idéia é abrir a parte da minha cabeça que antes era só minha,
pra quem tiver disposto a entrar,

e tornar pública essa minha tentativa de 
problematizar
sempre que possível.
e poematizar
sempre que necessário.

não se espantem se as vezes eu não rimar
se eu não virgular
se eu fechar aspas antes de abrir
se palavras maiúsculas aparecerem em letras minúsculas 
se minhas reticências lhes vierem aleijadas!

vo dizer tudo do jeito que me vier!
e, me faça o favor de entender do jeito que lhe convier

como ja disse minha conterrânea
Com licensa poética..

(abre aspas)

!depois da tempestade sempre vem o bolerO

29/03/09