quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sobre uvas-passas

Começo este texto com uma afirmação: Estou condenado a comer uva-passa no almoço de natal! Muita uva-passa... Com arroz, com salada, peru... Nem a farofa de milho com tender e cebola escapa. É hilário! Enquanto percorro o longo corredor do refeitório do tradicional almoço em família, por todos os lados observo pratos divididos em metades: uma de uva-passa catada, e a outra de almoço de comer mesmo. Isso no caso dos primos, porque os tios - responsáveis pela presença da dita cuja - se sentem na obrigação de comer sem relutância, os infindáveis pontos pretos misturados ao desjejum.

Juro que não entendo... Se misturar essa fruta com comida salgada fosse bom, a gente não tinha motivos pra comer só no natal. Afinal de contas o preço num é problema (um pacote disso custa uma mixaria) e a danada, nem trabalho num dá! Não precisa lavar, descascar, picar... se você cortar no meio, nem mastigar num precisa.

Acredito que toda uva que não sirva pra chupar, fazer vinho, suco de uva, geléia de uva ou doce de uva ... Tá condenada a murchar.



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